Jornalismo contra as notícias falsas: uma urgência democrática

Em um mundo onde a desinformação circula com velocidade alarmante, o jornalismo comprometido com a verdade deixou de ser apenas importante, ele se tornou essencial para a sobrevivência da democracia. Notícias falsas não são meras distrações inocentes: elas moldam opiniões, distorcem debates e colocam em risco a saúde pública, as eleições e até mesmo vidas humanas.

Vivemos a era da pós-verdade, em que fatos perdem espaço para narrativas emocionais, muitas vezes criadas para manipular. Nesse cenário, cabe ao jornalismo assumir sua responsabilidade histórica: investigar com rigor, checar dados, contextualizar informações e, principalmente, oferecer ao público ferramentas para pensar criticamente.

Não se trata apenas de corrigir boatos, mas de fortalecer a confiança. A imprensa que investe em transparência, mostra seus métodos e ouve diversas vozes, reconstrói o elo entre a informação e o cidadão. E isso é vital. Porque sem confiança, a informação perde poder e sem informação confiável, perde-se a liberdade de escolha.

O jornalismo sério é, portanto, uma barreira contra o caos informacional. É o antídoto contra a mentira, o exagero e o sensacionalismo. Em tempos de ruído, ele precisa ser farol.

Mais do que nunca, informar com responsabilidade é um ato de resistência.

por Regina Papini Steiner

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