O que é o Sucesso?

No mundo hiperconectado de 2025, sucesso parece ter se tornado sinônimo de visibilidade. Quem aparece mais, quem viraliza, quem tem seguidores, quem ostenta realizações no LinkedIn ou viagens no Instagram é automaticamente visto como “bem-sucedido”. Mas será mesmo que o sucesso pode ser medido por curtidas, cifras ou aplausos?

A sociedade tem uma tendência antiga  e ainda muito viva  de associar sucesso à ideia de acúmulo: de dinheiro, de prestígio, de poder. É uma lógica capitalista que empurra o indivíduo a correr, competir e se destacar. Nessa corrida, quem não “chega lá” parece fracassado. O problema é que esse “lá” nunca é definido com clareza. E quando é, muda constantemente.

Por outro lado, há quem encontre sucesso em acordar com paz de espírito. Em plantar e colher sua própria comida. Em conseguir tempo de qualidade com os filhos. Em terminar um livro que levou anos para escrever  mesmo que ele não seja best-seller.

O sucesso, portanto, não deveria ser um padrão imposto, mas uma construção subjetiva, íntima e livre. Ainda assim, vivemos em uma sociedade que valoriza mais os resultados do que os processos. Isso pressiona os jovens, marginaliza os que seguem trajetórias alternativas e esconde as dores de quem “chegou lá”, mas paga caro com saúde mental e solidão.

Não é coincidência que tantas pessoas estejam repensando suas metas. Em meio a crises globais, colapsos emocionais e a insustentabilidade do consumo excessivo, o sucesso parece estar se transformando em algo mais silencioso: equilíbrio, propósito, afeto e autenticidade.

Talvez o verdadeiro sucesso seja justamente ter coragem de redefini-lo por si mesmo – mesmo quando isso significa desapontar as expectativas alheias.

Se for assim, talvez a pergunta certa não seja “o que é o sucesso?”, mas sim: “o que faz sua vida valer a pena?”.

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