A Guerra e o Lucro: o Preço da Ganância Humana

Em meio às ruínas e ao desespero, a guerra continua sendo um negócio lucrativo para poucos e um sofrimento sem fim para muitos. Enquanto mulheres e crianças enfrentam a dor da perda, da fome e do medo, corporações e governos transformam a destruição em fonte de lucro. A guerra, travestida de estratégia política ou defesa nacional, é, na verdade, uma engrenagem do capitalismo mais cruel  aquele que se alimenta do sangue e das lágrimas dos inocentes.

É urgente questionar: até quando a humanidade aceitará que a ambição de poder vale mais do que a vida?

A guerra, por mais que se tente justificá-la com discursos de defesa, liberdade ou soberania, continua sendo uma das maiores expressões da ganância humana. Atrás dos uniformes e das bandeiras tremulando, existe um sistema econômico que se fortalece com cada bomba lançada, com cada vida perdida e com cada território devastado. As atrocidades de uma guerra não se limitam ao campo de batalha elas ecoam nas cidades destruídas, nos rostos das crianças órfãs e nas mulheres que carregam o fardo da ausência e do medo.

Enquanto isso, grandes corporações bélicas acumulam lucros bilionários. Empresas de armas, de tecnologia militar e de reconstrução competem entre si por contratos que transformam o sofrimento humano em cifras. Para os que estão no topo, cada conflito é uma oportunidade de negócio; para os que estão nas margens, é a perda de tudo o que têm. A guerra se torna, assim, uma engrenagem essencial do capitalismo mais perverso  aquele que vê na morte um investimento e no caos, uma chance de crescimento.

No meio desse cenário, a humanidade se distancia cada vez mais de sua própria essência. Fala-se em progresso, mas o que se vê é retrocesso moral. Nenhum discurso político justifica o sofrimento imposto a inocentes. É preciso romper o ciclo que transforma vidas em estatísticas e corpos em moeda de troca. A verdadeira vitória será o dia em que a paz deixar de ser um ideal distante e se tornar a prioridade real de todos os povos.

Regina Papini Steiner

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